Na manhã seguinte partimos para Appaloosa. A cidade interiorana ficava distante de Sunset. Pegar uma estrada depois de anos já era uma glória! A ultima vez que viajamos Renata nem era casada. Nós estávamos realmente precisando disso.
__ Vida, até agora você ainda não me disse onde iremos ficar hospedados...
__ Bem amor, meu primo Jeremias tem uma casa lá e como anda cansado da vida na roça, nos emprestou a casa enquanto ele vai a França visitar nossos parentes.
__ Eita! Quer dizer que nem vamos gastar com hotéis?
__ Não amor, vai ser tudo na faixa! Ou quase isso, ele apenas nos pediu que tomemos conta dos animais.
__ Ah!!! Deixe os cães comigo, vida. Eu entendo tudo de cachorros
__ hum...bem...não são cães, amor. São cavalos!
Após algumas curvas já era possível avistar a planície. Puxa, como estávamos ansiosos para chegar!
Finalmente chegamos! A cidade, apesar do pouco movimento, parecia estar em festa. A rua principal estava toda enfeitada com bandeirinhas coloridas.
Passeamos um pouco pelo centro para conhecermos o local. Era encantador!! As ruas arborizadas com um capricho que eu nunca havia visto, largas calçadas, casas comerciais coloridas, no ar, um cheirinho de terra delicioso!
Nos dirigimos então, para a casa de Jeremias. Ela ficava afastada do centro, próxima a um rio que cortava a planície.
__ Chegamos, amor!
__ Vida, essa cidade é um paraíso! Sinta esse cheirinho gostoso de terra.
__ hum...tô sentindo é um cheirinho de estrume de cavalo, isso sim! Vamos entrar!
Jeremias nos aguardava no pasto. Assim que Gustave nos apresentou, ele começou a anotar toda a rotina dos animais para nos orientar. Eu achei o sujeito um tanto esquisito.
__ Bão, isso é tudo. Eu já tô indo, ocês demorarum tempão e eu tenho que corrê pra num perdê o vião. Inté! - disse Jeremias saindo apressado
Bem, lá estávamos nós, dois caipiras da cidade diante de dois belos animais.
__ Vida olha só que cavalinho lindo, ele tá lambendo a minha mão!
__ É ela Meg, é uma égua e se chama Raio.
__ Esse é macho - disse Gustave, afagando o Trovão
Eles eram lindos! Parecia um sonho! Eu sempre quis estar assim, pertinho de um animal desses. E o cheiro de estrume, como dissera o Gu, era perfume para as minhas narinas.










